quinta-feira, 9 de maio de 2013

RESPONSABILIDADE


Ser responsável por uma AÇÃO ou por uma omissão significa ser passível de responder por ela — por exemplo, perante os pais ou perante um tribunal. No senso comum e na tradição filosófica, religiosa e jurídica, a responsabilidade, seja legal ou moral, é vista como uma consequência do LIVRE-ARBÍTRIO: somos responsáveis pelas nossas ações porque somos livres. A responsabilidade não é apenas individual — por exemplo, ao ESTADO é atribuível uma responsabilidade coletiva. Alguns filósofos defenderam a doutrina da responsabilidade negativa, segundo a qual somos responsáveis não só pelos acontecimentos que provocamos, mas também pelos acontecimentos que poderíamos ter evitado. 

domingo, 5 de maio de 2013

Economia colonial e o Brasil holandês


A cana-de-açúcar foi a atividade econômica que promoveu a colonização do Brasil. O principal centro de produção de açúcar foi a Capitania do Pernambuco. Dentre os motivos que explicam o seu sucesso podemos mencionar a riqueza do solo (massapé), o clima, a proximidade da Europa e a presença do capital de banqueiros  flamengos (termo que designa os naturais de Flandres, região da atual Bélgica-, portugueses, italianos e alemães) . Os holandeses financiaram a produção do açúcar e em troca receberam o monopólio do refino e  distribuição do produto na Europa. O açúcar foi a principal atividade econômica do Brasil, nos século XVI e XVII.
Características a economia açucareira:
Como colônia de exploração, a economia brasileira apresentava as seguintes características: latifúndio, monocultura, mercado externo e escravidão ( predomínio da escravidão negra). Essas características eram típicas das colônias de exploração e é denominada de plantation.
O açúcar era produzido nos engenhos. O engenho era composto pela Casa-Grande, senzala, capela e Casa de Fabricar o açúcar.
No século XVII, com a expulsão dos holandeses do nordeste e a produção do açúcar nas Antilhas, a produção do açúcar no Brasil, entrou em decadência.

Sociedade Colonial (Século XVI,  XVII)
A sociedade do açúcar era formada por grupos sociais básicos; os senhores de engenhos e os escravos. Era uma sociedade patriarcal (valorização do homem, marginalização da mulher), rural, estamental (rígida, sem mobilidade social, marcada pelo nascimento) e escravista. A base do trabalho era o negro na escravidão.
Os negros eram vistos como mercadorias, e representavam uma fonte de acumulação de capital. Contudo, os negros não foram passivos á escravidão, pelo contrário,  desenvolveram estratégias de resistência a escravidão. Por exemplo, fugiam, cometiam suicídio, assassinavam os senhores, mais com certeza, a maior expressão de sua resistência foi a formação dos quilombos.
Os quilombos eram comunidades formadas por negros que fugiram dos seus proprietários, e para os negros eram sinônimos de liberdade. O maior quilombo do período colonial foi Palmares, localizado no atual Estado de Alagoas. Esse quilombo era chefiado por Zumbi e foi destruído no século XVII, pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.
União Ibérica (1580-1640)
Em 1580, Felipe II (dinastia de Habsburgo), rei da Espanha tornou-se também rei de Portugal iniciando dessa maneira o período da União Ibérica.
Felipe II tinha como inimigo político a Holanda, e por isso, decretou embargo comercial aos holandeses. Desta forma, os holandeses estavam proibidos de comercializar com os territórios pertencentes a Felipe II.
Lembremos que os holandeses tinham capitais investidos na produção do açúcar no nordeste, como também o monopólio do refino e distribuição.
A Holanda em represália ao embargo comercial estabelecido por Felipe II resolveu invadir o Brasil. Os holandeses invadiram primeiramente a Bahia, no entanto, não conseguiram conquistá-la, e a seguir invadiram o Pernambuco, sendo vitoriosos. Depois da conquista da Capitania do Pernambuco acabaram estendendo o seu domínio no nordeste, porém a Bahia continuou sob o domínio de Felipe II.
Para administrar os territórios conquistados no nordeste, os holandeses enviaram ao Brasil, Maurício de Nassau. O nordeste seria governado atendendo aos interesses da empresa holandesa Companhia das Indias Ocidentais (WIC), isto é, o açúcar.
Ao chegar ao nordeste, Nassau tomou importantes medidas, como:
1.      Emprestou capital aos senhores de engenho.
2.      Remodelou o Recife.
3.      Concedeu liberdade religiosa.
4.      Incentivou cientistas holandeses para pesquisar a fauna e a flora brasileira, como também trouxe pintores para retratar a exuberância da natureza brasileira.

OS GOVERNOS TOTALITÁRIOS NA EUROPA (FASCISMO ITALIANO E NAZISMO)


No período Entreguerras proliferaram os regimes totalitários, governos militarizados, que baseavam seu poder na força das armas e da propaganda política. Podem ser considerados como reações nacionalistas extremadas as perdas que alguns países sofreram ao fim da primeira guerra mundial.
Os efeitos da Primeira Guerra Mundial e da crise econômica que se abateu sobre a Europa, por toda a década de 1920, geraram uma insegurança quanto ao futuro de muitos países. O desemprego em massa, a constante alta do custo de vida e as dificuldades em solucionar essas questões criaram uma descrença no Liberalismo e nos valores democráticos.
Por outro lado, havia o exemplo da Rússia, que se aparentava manter protegida da crise que assolava o restante da Europa. A revolução proletária parecia ter dado certo, não se falava de desemprego e de carestia no Estado socialista. Era natural que uma grande parte da classe trabalhadora chegasse à conclusão de que a solução definitiva para seus problemas era o processo revolucionário. Por isso, em alguns países, sobretudo na Itália e na Alemanha, as teses socialistas ganhavam cada vez mais adeptos.
A crise econômica sem perspectiva de soluções, aliadas à expansão do Socialismo, assustou a burguesia, que acabou buscando nos movimentos nazi-fascista o apoio que lhe garantiria a manutenção da propriedade privada e a repressão aos que pensavam em acabar com seus privilégios, sobretudo os grupos políticos de esquerda.
Princípios do Totalitarismo Nazi-Fascista
• Valorização do Estado (totalitarismo). Ancorados no pressuposto de que nada deve existir acima do Estado, fora dele ou contra ele, os nazistas e fascistas depositavam os destinos da nação nas mãos do Estado e o governante acabava por encarnar o Estado.
• Obediência cega ao líder. Era outro fundamento das teses totalitárias.
• Supervalorização da nação em detrimento do individuo, baseado no principio de que a organização nacional é o mais alto principio da sociedade.
• Xenofobia. Conduzido ao extremo, chegou, na Alemanha, a idéia de superioridade da raça ariana e a prática da solução final contra judeus (Antisemitismo) e outros grupos considerados inferiores.
• Militarismo. Pregava a “função regeneradora da guerra”, na solução dos problemas econômicos e sociais.
• Anticomunismo. O comunismo marxista foi identificado como principal inimigo do totalitarismo de direita. Os fascistas e nazistas afirmavam que o comunismo promovia a desunião e enfraquecimento nacional já que estava fundamentado na idéia de luta de classes.
• Corporativismo: Peculiaridade do totalitarismo italiano. O povo, produtor de riquezas, organizava-se em corporações sindicais, que governavam o pais através do partido fascista, que era o próprio Estado. Negava-se a existência da oposição entre classes porque cabia ao Estado harmonizar os interesses sociais.
Um dos mais conhecidos lemas do Nazi-Fascismo – Acredita! Obedece! Luta! -, resume os princípios fundamentais dessa doutrina., Acreditar nos pressupostos da doutrina. Obedecer cegamente ao líder. Lutar contra os adversários da doutrina.
É preciso refletir sobre o apoio da população de paises como Alemanha e Itália aos princípios nazi-fascistas. Havia forças muito significativas trabalhando contra a liberdade. Em primeiro lugar, grande parte da população da Europa vivia um período de incertezas: as lideranças nazi-fascistas, habilmente, prometiam um futuro de gloria e de riqueza (NA VERSÃO NAZISTA O III REICH, NA VERSÃO FASCISTA O RESGATE DA GLÓRIA DO ANTIGO IMPÉRIO ROMANO) e a destruição daqueles que “eram os responsáveis pelo sofrimento”, IDENTIFICADOS COMO comunistas, democratas, judeus, homossexuais, ciganos, poloneses, eslavos e outras “minorias”.
Ao lado dessa promessa de futuro grandioso, havia uma intensa propaganda que tinha o objetivo de seduzir as mentes mais resistentes. Eram constantes as demonstrações do poderio militar, a mistificação do líder, a criação de valores que engrandeciam a figura dos militares em relação ao restante da sociedade. Essas peças de propaganda não eram casuais, havia uma elaboração muito bem pensada, discutida pelo alto escalão dos partidos e aplicada de acordo com os mais modernos princípios da comunicação em massa da época.
O totalitarismo de direita se expandiu porque encontrou uma conjuntura social favorável; o discurso nazi-fascista, proferia o que as pessoas queriam ouvir e o Estado oferecia apoio aos que se encontravam abandonados pelo poder publico.

A CRISE DE 1929



Os acontecimentos de 1929 foram definidos como uma crise de superprodução, como explica Leo Huberman: “... a crise que começou a existir com o advento do sistema capitalista,... parece parte e parcela do nosso sistema econômico; é caracterizado não pela escassez, mas pela superabundância. Nela os preços, ao invés de subirem, caem.” (Historia da Riqueza do Homem).
Além da superabundância, o mesmo autor aponta outros sintomas da crise: desemprego, falta de opções para aplicação de capital, queda dos lucros, retração geral da produção industrial e paralisação do comércio.
Muitas das empresas norte-americanas, na década de 1920, haviam crescido graças aos investimentos captados nas bolsas de valores. A ausência de opções para o investimento dos capitais obsoletos determinou uma corrida de investidores as bolsas de valores em busca de ações, o que determinou uma alta geral de preços (Quando uma empresa precisava de capital para expandir seus empreendimentos, colocava à venda ações que garantiam aos seus compradores a participação nos lucros futuros das firmas). No momento em que esses empreendimentos começaram a apresentar prejuízos (Um lote de ações não encontrou compradores), os investidores entraram em pânico. O que aconteceu nos Estados Unidos, em 1929, foi uma corrida dos investidores querendo vender suas ações para evitar a perda do dinheiro investido.
No final do mês de outubro de 1929, a Bolsa de Valores de Nova Iorque não suportou a pressão pelas vendas e foi obrigada a fechar o pregão. Como se diz no Jargão do mercado, “a Bolsa quebrou”. Bilhões de dólares investidos no mercado de ações desapareceram de um dia para o outro. Fortunas construídas através da especulação desmancharam-se no ar como fumaça e milhares de empresas faliram (segundo VICENTINO, 85.000 empresas e 4.000 bancos).
A crise norte-americana repercutiu no mundo todo (DEPENDENTE DOS CAPITAIS NORTE-AMERICANOS), exceto na URSS, que vinha desenvolvendo sua economia sem dependência das finanças externas.
O New Deal (1933-1939)
A crise iniciada em 1929 começou a ser combatida em 1933, quando foi eleito Franklin Delano Roosevelt, que baseou sua campanha eleitoral na promessa de atacar a crise. Sua primeira ação foi quebrar os pressupostos do Liberalismo econômico e promover uma intervenção do Estado na economia através de um plano econômico denominado New Deal. A equipe que montou o plano entendia que o Estado deveria fornecer os meios para que as pessoas voltassem a consumir, reaquecendo, assim, a economia. Dessa forma, o salário-desemprego e a formação de frentes de trabalho subvencionadas pelo governo deixavam de ser considerados gastos e passaram a ser entendidos como investimentos.
As medidas adotadas pelo New Deal, para estimular a economia e debelar a crise foram:
• Criação do salário-desemprego;
• Estimulo a atividades que geravam empregos, mas que não resultavam em produção de bens, como a construção ou reparo de obras publicas;
• Aumento dos salários dos trabalhadores de baixa renda;.
• Controle dos preços dos produtos de primeira necessidade;
• Empréstimos estatais aos produtores agrícolas arruinados.
O New Deal deu resultado e a economia norte-americana conseguiu se recuperar com apenas dez anos. O plano dos economistas contratados por Roosevelt representou o resgate do Capitalismo através da criação de um novo caminho que incluía a intervenção do Estado para evitar crises e abusos econômicos. Essa idéia central estava fundamentada nas teorias do economista John Maynard Keynes e, por isso, foi batizada de Keynesianismo ou neocapitalismo.

REVOLUÇÃO RUSSA (1917)



01. FATORES:
• Rússia pré – revolucionária:
- Economia: Base agrária / industrialização incipiente e dependente (França, Inglaterra e EUA).
- Sociedade em transição: domínio aristocrático (clero e nobreza) / Burguesia frágil / concentração proletária / predominância camponesa (80%).
- Política: Estado absolutista (Czarismo).
- Cultura clerical e importação de valores euro-ocidentais.
• Atuação da Oposição – Grupos:
- Partido dos kadetes – burguesia – parlamentarista.
- Partido Operário social-democrata russo (marxistas) – Proletariado – socialismo.
Divisão:
Mencheviques (Revolução burguesa e, só depois, uma revolução socialista).
Bolcheviques (Revolução socialista de imediato).
- Niilistas – anarquistas – construção imediata do comunismo.
• Revolução de 1905 – Formação dos sovietes (conselhos formados por representantes de operários, soldados e camponeses). Serviram de base para a realização da revolução de 1917.
• Causa imediata – participação russa na primeira guerra mundial (aprofundamento da miséria social).
02. PROCESSO REVOLUCIONÁRIO (FASES)
• Revolução de fevereiro = Ascensão de Kadetes e mencheviques – república parlamentarista / manutenção da Rússia na primeira guerra mundial.
• Oposição dos bolcheviques (Lênin, Trotsky e Stálin) – Teses de Abril – paz, pão e terra.
• Revolução de outubro = Ascensão dos Bolcheviques – Saída da Rússia da primeira guerra mundial / nacionalização do capital / Reforma agrária radical.
• Conseqüência principal:
- Guerra Civil:
EXERCITO BRANCO (nobreza, Kadetes, Mencheviques).
X
EXERCITO VERMELHO (Bolcheviques, operários e camponeses).
03. O GOVERNO DE LÊNIN (1917 – 1924)
• FASES:
- Guerra civil (1917-1921): Para reunir os recursos que possibilitassem a vitória do exercito vermelho na guerra foi adotada uma política econômica chamada COMUNISMO DE GUERRA (total centralização da produção nas mãos do Estado). Os recursos foram obtidos e o exercito vermelho derrotou o exercito branco em 1921.
- NEP (Nova política econômica, 1921-24): Nessa fase, Lênin defendeu e conseguiu implantar uma política econômica baseada na adoção de algumas características capitalistas sob o controle do Estado. Dentre as principais características da NEP se destacam:
- adoção do sistema de divisão do trabalho nas grandes indústrias.
- liberdade para a existência da pequena propriedade agrária e da pequena indústria domestica em caráter privado.
- liberdade para a comercialização de excedentes nas feiras.
- objetivos alcançados pela NEP: retomada da atividade produtiva, geração de renda, consumo (ciclo virtuoso de desenvolvimento). A Rússia voltou aos mesmos índices de produção do período anterior a primeira guerra mundial.
• Acontecimentos políticos do governo de Lênin:
- 1917: Os Bolcheviques adotam o nome de Partido comunista Russo.
- 1919: é criada a III internacional socialista (Comintern). Objetivo: Espalhar a revolução pelo mundo.
- 1923: as ex. províncias do antigo império russo aderem espontaneamente ao socialismo que esta sendo construído na Rússia assinando o acordo que determinou a criação da URSS (União das Republicas Socialistas Soviéticas). PELO ACORDO as Republicas manteriam sua autonomia administrativa. Em conseqüência deste ato, o partido comunista russo passa a ser chamado de Partido Comunista da União Soviética.
04. DISPUTA PELO PODER (1924-1928):
• Após a morte de Lênin (1924), o poder político foi disputado pelas duas outras principais lideranças da revolução, a saber:
- STÁLIN – Que defendia a tese do socialismo em um só país (consolidar o socialismo soviético e, somente depois, expandi-lo pelo mundo).
- TROTSKY – Defensor da tese conhecida como revolução permanente (Iniciar imediatamente o processo de expansão da revolução socialista pelo mundo).
• Em um congresso do PCUS realizado em fins de 1927, a tese de STÁLIN saiu-se vitoriosa. Na seqüência, TROTSKY foi expulso do PCUS (1928) e da URSS (1929).
05. O GOVERNO DE STÁLIN (1928-1953):
• Economia:
- Fim da NEP;
- Adoção dos planos quinquenais elaborados pelo GOSPLAN (Comitê central de planejamento econômico).
* Primeiro Plano quinquenal (1928-1933):
A. Desenvolvimento da indústria de base.
B. Coletivização da propriedade agrária. Formação dos KOLKHOZES (cooperativas coletivistas) E SOVKHOZES (Fazendas estatais).
Obs. No processo de coletivização das terras houve grande resistência por parte dos camponeses o que resultou em uma ação repressora do Estado (Executada sob o comando do GPU – ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA DO ESTADO, Policia Política) que resultou no assassinato de milhões de camponeses ou nos envio dos mesmos para os GULAKS (campos de trabalhos forçados localizados na Sibéria).
• Sociedade:
- A burocracia dirigente do PCUS e do Estado (CONHECIDA PELA DENOMINAÇÃO DE NOMENKLATURA) passou a controlar as riquezas sociais e a usufruir de privilégios que, praticamente, a separou do restante da sociedade. A maioria da sociedade permaneceu submetida a um nivelamento social que as assegurou as mínimas condições de uma existência material digna. Contraditoriamente com a teoria marxista, foi instituída uma nova forma de desigualdade social.


• Política:
- Após a tomada do poder, Stálin tratou de consolidá-lo através dos “expurgos de Moscou” (1936-38): Mediante processos forjados, as antigas lideranças da revolução de 1917 (A exemplo de ZINOVIEV, KAMENEV e BUKHARIN) foram sendo acusadas, condenadas e executadas por traição ao socialismo. Outras lideranças assassinadas foram KIROV (sua popularidade era vista como ameaça ao poder de Stálin) e TROTSKY (morto pelo agente do GPU Ramon Mercáder, no México, em 1940, a mando de Stálin).
• Cultura:
- O Estado stalinista procurou moldar, de acordo com seus interesses, a produção cultural e cientifica na URSS. Para tanto, foi instituído o REALISMO SOCIALISTA cujas principais características eram:
A. ARTE: Produção de uma arte ufanista que exaltava o Estado socialista e a liderança do próprio Stálin (CULTO A PARSONALIDADE DE STÁLIN).
B. CIÊNCIA: A produção cientifica nas universidade passou a ser direcionada pelos interesses do Estado socialista.

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914/1918)



1. Fatores:
• Aprofundamento das disputas imperialistas: Alemanha X Inglaterra.
• Paz armada: Corrida armamentista – grande desenvolvimento da indústria bélica
Formação de Alianças –  Tríplice aliança (Alemanha, Império austro-húngaro e Itália) X Entente (Inglaterra, França e Rússia).
• Reaparecimento de nacionalismos:
- Alemanha – Pan-germanismo.
- França – Revanchismo.
- Rússia – Pan-eslavismo.
- Sérvia – Grande Sérvia.
• Questão balcânica: interesses -
- Rússia – Saída para o Mediterrâneo (domínio sobre os estreitos de bósforo e dardanelos).
- Império austro-húngaro – Conquista da Bósnia-herzegovina.
- Alemanha – Ferrovia Berlim – Bagdá.
• Causa imediata - Assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando.
2. Desdobramentos:
• Tratado de Versalhes (1919) – revanchismo anti-alemão – ressurgimento do nacionalismo – nazismo – segunda guerra mundial.
• Revolução russa (1917) – surgimento do primeiro Estado socialista da História.
• Declínio do capitalismo europeu.
• Ascensão dos EUA.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O que é Ética e Moral:


        No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes, regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.
Os termos possuem origem etimológica distinta. A palavra “ética” vem do Grego “ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. Já a palavra “moral” tem origem no termo latino “morales” que significa “relativo aos costumes”.
Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. São ambas responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.
Ser ético ou ter moral atualmente é diferente de séculos anteriores e varia de acordo com a região, país, profissão e cultura. O conceito de pensamento livre deram as pessoas o direito de achar certo ou errado determinada coisa ou ideia, o que na idade média a igreja era detentora dos conceitos de certo e errado, depois o estado determinava a regras isso até chegarmos aos dias atuais.
Todo o dilema dar-se-á em torno das pessoas e sua liberdade de pensamento onde, apresentamos dilemas morais então, somos seres morais, já a ética rodeia a consciência moral, apreciação espontânea de sua própria conduta, juízo de fato e juízo de valores. Os filósofos mostram que vulgarmente esta relacionada com aspectos culturais, onde tiveram origem.
Historicamente a imagem que temos dos Romanos esta relacionada com sua força no agir, onde surgiu o termo "MORIS" traduzido por moral que significa costumes. O termo grego "ETHOS" traduzido por ética, pode significar tanto costumes quanto caráter conforme varia a grafia em grego.
Estes aspectos culturais baseados no agir e o pensar, dos Romanos e Gregos levaram a interpretar e ver a ética e a moral como coisas distintas:
ÉTICA: ligada as obrigações do homem;
MORAL: ciência dos costumes.